Sono
Insônia raramente é só insônia
Muita gente busca ajuda para "resolver a insônia" como se fosse um problema isolado. Na prática clínica, a dificuldade para dormir é, com frequência, apenas a parte visível de algo mais amplo.
Por que o sono é o primeiro a ser afetado
O sono depende de um equilíbrio sensível entre corpo e mente. Mudanças no humor, no nível de estresse ou no funcionamento do pensamento costumam alterar esse equilíbrio antes de se manifestarem de outras formas mais evidentes — por isso a insônia muitas vezes aparece primeiro, como um alarme precoce.
Causas comuns
Dificuldades persistentes de sono podem estar associadas a quadros de ansiedade, a episódios depressivos, a transtornos do humor ou a períodos de estresse intenso. Também podem estar relacionadas a hábitos de sono e ao uso de determinadas substâncias. Cada caso tem sua própria combinação de fatores, e identificá-la é parte do trabalho clínico.
Por que tratar só o sintoma pode não resolver
Medicações para dormir podem aliviar a dificuldade no curto prazo, mas, se a causa de fundo não for tratada, a insônia tende a voltar — ou a se transformar em outro sintoma. Entender a origem do problema é o que permite um tratamento que realmente se sustenta com o tempo.
Quando buscar avaliação
Quando a dificuldade para dormir persiste por semanas, interfere no funcionamento durante o dia, ou está acompanhada de mudanças de humor, energia ou concentração, vale buscar uma avaliação — em vez de tentar resolver apenas com medidas isoladas.
O que esperar da avaliação
A avaliação investiga a rotina de sono, o histórico de saúde mental e física, e o contexto de vida da pessoa. A partir disso, o tratamento é direcionado à causa identificada, podendo combinar orientações sobre sono, psicoterapia e, quando indicado, medicação.
Dr. Celso Lima é médico psiquiatra e psicoterapeuta, CRM-SP 230460 · RQE 138416. Atende adultos por telemedicina, em todo o Brasil.