Ansiedade
Transtorno de ansiedade: quando a preocupação deixa de ser "normal"
Preocupar-se faz parte da vida. A dúvida que leva muita gente ao consultório não é "será que estou ansioso?", mas sim "até que ponto isso é normal?".
Ansiedade comum vs. transtorno
A ansiedade comum é proporcional à situação, tem início e fim relativamente claros, e não impede a pessoa de seguir com sua rotina. Já o transtorno de ansiedade costuma ser desproporcional ao que o originou, persiste por mais tempo do que se esperaria, e interfere de forma concreta no funcionamento diário.
Sinais que merecem atenção
Preocupação difícil de controlar na maior parte dos dias, tensão muscular persistente, irritabilidade, dificuldade de concentração e sintomas físicos recorrentes — como taquicardia ou falta de ar sem causa médica identificada — são sinais que, juntos e ao longo do tempo, indicam que vale buscar uma avaliação.
Por que "se acostumar" não é tratar
É comum a pessoa aprender a conviver com a ansiedade, ajustando a própria rotina para evitar gatilhos. Isso alivia no curto prazo, mas tende a reduzir progressivamente a vida da pessoa, em vez de resolver o que está na origem do problema.
Como é o tratamento em geral
O tratamento costuma combinar psicoterapia — que ajuda a entender e modificar os padrões de pensamento ligados à ansiedade — com medicação, quando o quadro justifica. A combinação exata depende da intensidade dos sintomas e é definida em conjunto com a pessoa.
Papel do psiquiatra que também é psicoterapeuta
Quando o mesmo profissional acompanha os dois aspectos do tratamento, decisões sobre ajuste de medicação e andamento da psicoterapia são tomadas de forma integrada — sem a necessidade de alinhar informações entre especialistas diferentes a cada mudança no quadro.
Dr. Celso Lima é médico psiquiatra e psicoterapeuta, CRM-SP 230460 · RQE 138416. Atende adultos por telemedicina, em todo o Brasil.